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NEWS Parceiros na Hora de Investir
O mundo tornou-se global e complexo e é cada vez mais difícil encontrar oportunidades de investimento com binómios rentabilidade/risco verdadeiramente interessantes. Retornos de capital superior ao custo do capital são cada vez mais raros até nos países em via de desenvolvimento. Antes pelo contrário, nestes últimos 7-8 anos tem-se assistido a uma constante deterioração da situação patrimonial de muitos investidores, sobretudo na Europa Ocidental.

A complexidade obriga a mais “expertise” e isso leva a uma maior especialização. Cada vez mais os investidores e assessores tendem a focar-se num só ou num reduzido número de sectores pois o fator de diferenciação assenta em mais know how e infraestrutura preparada para atuar de maneira ágil e rápida. E isto aplica-se também a investimentos meramente financeiros.

Por exemplo, relativamente ao mercado de capitais, os típicos fundos de investimento têm apresentado volatilidades altíssimas nos últimos anos e raramente ultrapassam os índices que têm como benchmark, especialmente os fundos de ações. Estatisticamente cerca de 70% dos fundos de ações em média não conseguem ter uma performance superior aos índices que perseguem.

O mercado português de ações é um mercado muito pequeno onde poucos sectores industriais estão representados. Assim, quem queira ter um pouco de exposição aos mercados bolsistas deve diversificar o seu investimento por vários títulos representativos de vários sectores de atividade que se acredite ter boas perspetivas de crescimento e/ou serem boas reservas de valor  - “cash cow”. Em alternativa os ETFs são uma excelente opção. Mas uma boa diversificação de um portfolio de investimento nos dias de hoje vai muito para além das típicas ações e obrigações, e poderá incluir exposição a “private equity”, “distressed debt”, securitizações variadas, trade receivables, imobiliário, entre outros.

Uma maior diversificação é uma boa estratégia, mas a receita ideal assentará num asset allocation equilibrado e dinâmico, gerido por equipas competentes e éticas.  

Cada vez mais, a informação, o reporting tem-se vindo a complexar e a requerer uma crescente sofisticação por parte dos investidores, mas também uma maior confiança destes para com os seus assessores. Verificaram-se no mercado situações em que investidores tomaram consciência do mau aconselhamento que tiveram no passado, optando agora por ter um contacto mais próximo, um aconselhamento e acompanhamento permanente e que lhes seja mais compreensível e transparente.

Mas são as pessoas que fazem as empresas, e na hora de avaliar o parceiro é de extrema importância avaliar o curriculum e referências dos respetivos gestores, a sua experiência profissional individual e enquanto equipa. Igualmente importante é aferir os seus perfis, valores e carácter enquanto cidadãos. Num cenário de prosperidade, a performance é o mais importante, relevando-se os restantes factores para segundo plano, contudo, em situações menos favoráveis com maior propensão para o conflito e em última instancia o litígio, outros factores revelam-se preponderantes, como os valores e ética dos parceiros selecionados. É muito importante que a selecção de um parceiro seja feita com rigor e tendo em atenção todas estas vertentes pois durante a parceria estabelecida vários cenários e problemas inesperados poderão ocorrer, devendo a solução para essas situações assentar num espírito de confiança e transparência entre as partes.

Concluindo, estamos numa era de especialização e é difícil encontrar um assessor que possa acompanhar os seus investidores em todas as suas vertentes e executar operações de investimento em áreas ou produtos distintos, sempre de maneira eficiente. Deste modo torna-se imperativo escolher os melhores parceiros nos sectores em que queremos atuar.

João Boullosa
Managing Partner
DUO Capital

VIDA ECONÓMICA
08/11/2013
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