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NEWS A Vulnerabilidade da Economia Portuguesa
A economia Portuguesa sofre de um mal semelhante ao da Grécia, uma falta de competitividade externa, medida pelos baixos níveis de produtividade. Temos custos de produção mais baixos que os nossos parceiros mais desenvolvidos, e mais altos que os países do Leste Europeu, mas não conseguimos obter um grau de valor acrescentado naquilo que produzimos a níveis razoáveis e que nos permita ter níveis de produtividade próximos dos melhores. Além disso continuamos com o fardo da divida pública cujos níveis se situam perto dos 130%, nível este, que segundo muitos economistas, quando ultrapassado coloca a divida catalogada como insustentável. Mesmo assim, este nível de endividamento é substancialmente mais baixo que o Grego e ainda continuando com esta comparação, temos também a nosso favor o facto de termos uma máquina fiscal bastante mais evoluída e eficiente que os nossos parceiros mediterrânicos.

Mas nem tudo são más noticias e importa referir algumas importantes evoluções que a nossa economia sofreu desde 2011, ano em que recebemos ajuda financeira internacional. Foi notável neste curto espaço de tempo a transformação de um défice da balança corrente em excedente externo ao mesmo tempo que se tem vindo a diminuir o nível de endividamento das empresas e dos particulares a passo com uma estabilização das taxas de poupança das famílias. É inegável que a diminuição do preço do petróleo ajudou, num país fortemente importador de energia. Mas também é verdade que este efeito é altamente penalizador para as economias dos países produtores, e uma delas, Angola, tem sido um destino crescente das nossas exportações e uma fonte de importação de capital.

Para se começar a inverter o famoso rácio de divida pública sobre o PIB, é necessário que este último comece a crescer acima dos 2%, o que não é fácil dado o atual baixo nível de Investimento (o Investimento atingiu um mínimo de cerca de 15% do PIB, insuficiente para repor o stock de capital) e o ainda muito alto nível de desemprego. Aliás, as correções dos desequilíbrios têm sido feito à custa do aumento das exportações, o que é primordial, mas não é suficiente, pois a procura interna também tem de contribuir para o crescimento económico. E este estímulo pode ser ajudado pela via pública através de políticas de ajuda à contratação e de revitalização urbana. A falta de capital é um problema complexo pois os nossos principais empresários estão descapitalizados e o nível de poupança das famílias é baixo. Se continuarmos a dar sinais positivos de recuperação económica, será mais fácil atrair e reter capital e reinvestimento.

João Boullosa
Managing Partner
DUO Capital
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